ATENTA ANTENA A poesia de Sophia e o fascínio da Grécia by JOSÉ RIBEIRO FERREIRA

By JOSÉ RIBEIRO FERREIRA

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27 e 44-45, respectivamente). 38 Na precisa claridade de Lagos é-me mais difícil Aceitar o confuso o disforme a ocultação Na nitidez de Lagos onde o visível 15 Tem o recorte simples e claro de um projecto O meu amor da geometria e do concreto Rejeita o balofo oco da degradação Na luz de Lagos matinal e aberta Na praça quadrada tão concisa e grega 20 Na brancura da cal tão veemente e directa O meu país se invoca e se projecta “Lagos II” (O Nome das Coisas, pp. 44-45), dividido em quatro partes, aparece eivado de nostalgia, sobretudo na primeira e quarta, e nele estão subjacentes, com certeza, as incidências do processo revolucionário de 1974/1975.

Daí que muitas vezes encontremos, implícita ou explícita, a ideia de retorno à natureza, com a recusa do mundano como estilo de vida. Assim, no poema “Biografia”, de Mar Novo (p. 46), face aos «amigos que morriam», que partiam ou se iam desgastando contra o tempo, manifesta a sua rejeição do «que era fácil» e confessa que é na natureza que ela se reencontra: 47 Tive amigos que morriam, amigos que partiam Outros quebravam o seu rosto contra o tempo. Odiei o que era fácil Procurei-me na luz, no mar, no vento.

Musa de Sophia de Mello Breyner Andresen” e para ele remeto (infra, pp. 181-182). 53 Mas neles só quero e só procuro A selvagem exaltação das ondas Subindo para os astros como um grito puro. A «praia extasiada e nua», onde o sujeito poético se uniu «ao mar, ao vento, à lua», ou seja de novo a praia como local de fusão e união com a natureza. Outras vezes a luz da beira mar é mitológica e paradisíaco o encontro das ondas com a terra, sua cadência certa e ordenada, como refere o elaborado poema “Beira mar”, de Búzio de Cós (p.

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